Por que você deve pensar duas vezes antes de fazer uso de analgésicos e anti-inflamatórios

ibuprofeno

Muitos atletas fazem uso de analgésicos e anti-inflamatórios com alta frequência, a fim de inibir as dores durante o treino e também aliviá-las após uma sessão de treino, competição ou prova.

Nos Estados Unidos, por exemplo, o consumo realizado por atletas é tão banal e tão grande que o Ibuprufeno, por exemplo, tem sido chamado de “Vitamina I”.

Por isso, cada vez mais são promovidos estudos a respeito e os mais recentes têm mostrado que o uso de anti-inflamatórios não-esteróides têm sido largamente utilizado durante treinamentos de circuito, corridas longas e musculação com o objetivo de ajudar a suportar a fadiga muscular para executar o dobro do trabalho que seria sem o medicamento.

Para se ter uma ideia, uma pesquisa realizada na Appalachian State University, na Carolina do Norte, nos EUA, mostrou que 70% dos atletas participantes da pesquisa utilizam analgésicos para gerenciar a dor nos treinos e nas competições.

É importante saber que ibuprofeno e afins bloqueiam a dor interferindo em enzimas específicas no corpo. E além de todos os efeitos colaterais disponíveis na bula , em se tratando de performance, o uso indiscriminado inibe a adaptação do corpo aos estímulos do treino. Isso porque ao diminuir ou parar a dor de maneira artificial, o corpo não consegue fazer o trabalho de recuperação tão importante no pós treino.

De acordo com Renato Dutra, diretor técnico da soürun, o uso de tais medicamentos para fins de performance é um grande engano. Pois, além de atrapalhar a atividade hormonal, provocada como efeitos do esforço físico, a eficácia da reconstrução da fibra muscular é diminuída ou até mesmo interrompida. Atrapalhando assim os resultados esperados.

Antes de recorrer aos medicamentos, Renato dá três orientações:

1- Saiba diferenciar as dores

Preste atenção no seu corpo e diferencie dor muscular tardia de dor articular. Não iniba a Dor Muscular Tardia, pois é o estímulo para adaptar-se aos treinos e evoluir.

2- Consulte um médico especializado

Em caso de dor articular, no curto prazo, consultar um médico, de preferência um ortopedista do esporte

3-Se a dor persistir…

No médio e longo prazo realize uma Análise do Movimento. Essa análise é realizada em clínicas especializadas onde o atleta é filmando enquanto corre em uma esteira e diversos fatores são analisados, tais como: inclinação da pelve, comprimento da passada, balanço durante a corrida, angulações do tornozelo etc. Dessa forma é possível identificar correções necessárias, sejam de postura ou movimento, que possam provocar ou acentuar tais dores. 


Para quem já sofreu alguma lesão precisa ter cuidado redobrado, pois mascarar a dor em cima de uma lesão passada pode levar a um dano muito maior que pode te afastar dos treinos no futuro.

E por fim, lembre-se: não é porque o medicamento é vendido livremente sem receita, que não há efeito colateral. Como sempre falamos, respeite os sinais que o corpo dá e não deixe para procurar um médico muito tarde. Quanto mais cedo avaliar o problema, menor o risco de ter que ficar fora das pistas.

Importante: não estamos falando que você nunca deve fazer uso de tais medicamentos. Porém, é preciso estar atento para que o uso não vire uma “muleta” para lidar com uma dor que vai além do efeito normal de um treino, competição etc.

 

 

 

Foto por a.dalbert / CC Flickr


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